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PESCA EM ILHABELA
Ilhabela fica a apenas 200 km de São
Paulo, de onde vem
grande parte do público interessado na pesca amadora e já é muito
conhecida pelos amantes da pesca por oferecer sempre condições de
pesca durante todo o ano, além de ter vários parcéis que propiciam
pescas inesquecíveis.
Região muito piscosa tem como principais protagonistas
peixes como a anchova, peixe galo, cação e o espada que este
ano vem sendo o grande show dos pescadores.
Não perca esta oportunidade e se de este prazer !!
Pegue seus amigos e venha fazer conosco, que conhecemos
bem a região e seus segredos, uma pescaria muito legal !!
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sua licença de pesca
veja o mapa da região
Para se entender melhor os peixes
do Litoral Norte e seus hábitos, ajuda muito conhecer suas
características: vertebrados aquáticos, providos de
nadadeiras, que respiram por brânquias. Sua forma tem
relação direta com a propulsão no ambiente marinho,
tendendo para o fusiforme, para conseguir mais velocidade,
como no caso da cavala, exemplo de hidrodinâmica perfeita. Os
peixes bentônicos vivem enterrados no fundo e são achatados,
como os linguados. Predadores possuem corpo grosso e maciço,
como meros e garoupas. Outros, bons nadadores de fundo,
desenvolvem um corpo alongado, como as moréias.
Anchova
De fome insaciável, as
anchovas atacam cardumes de sardinhas. Nadam à superfície,
com agilidade. Formam grandes cardumes, freqüentando sempre
os mesmos lugares. Muitos pescadores de linha tradicionais do
Litoral Norte especializam-se nas anchovas. Têm peso entre 5
e 6 kg, no máximo 1,2 m e coloração azul-esverdeada.
Cação
Cações e raias possuem
esqueleto cartilaginoso, pele espessa e áspera, dentes que
podem ser constantemente trocados, e são carnívoros.
Enxergam mal. Desprovidos de bexiga natatória, precisam
manter-se em movimento para não afundar. O cação-limão
alimenta-se principalmente de peixes. Raramente chega a mais
de três metros. A carne é apreciada, e a galha valorizada
pelo paladar delicado, entre os orientais. Pode ser frito ou
ensopado. O galha-preta forma cardume, sendo um dos mais
abundantes no litoral de São Paulo. Não passa, normalmente,
dos três metros.
Espada
Os maiores, de dentes
arreganhados, atingem 1,7 m. Prateados, os espadas nadam na
superfície, formam grandes cardumes e alimentam-se de pequenos
peixes. De carne boa, são muito apreciados pelos pescadores
amadores, que lotam o píer de llhabela para pegá-los.
Sargento
Também conhecidos como parus ou
borboletas. Os sargentos verdadeiros são pretos, com arcos
amarelos e reflexos azulados. Raspam vegetais e pequenos
animais das pedras. A carne não é boa para comer, e perdem a
coloração quando saem do mar. De movimentos majestosos, dão um
verdadeiro show para os mergulhadores.
Galo
De aparência inconfundível, os
galos são reconhecidos pela forma achatada e cabeça alta.
Vivem em águas abertas, mas aproximam-se das praias de areia
da costa. Apreciados pelos pescadores de linha, lutam quando
fisgados, prancheando de lado para conseguir maior resistência
contra a puxada.
Garoupa
Chernes e garoupas são vorazes e desajeitados. As duas
espécies vivem em fundos de pedra. Atingindo até 400 kg, o
cherne é acinzentado, de cabeça comprida, e tem a nadadeira
dividida em duas seções. Difere do Mero, também gigantesco,
que tende ao esverdeado, com manchas. As garoupas mesmo são
avermelhadas, valorizadas por gourmets, pela carne
delicada.
Linguado
Os linguados impressionam.
Chatos, de olhos deslocados, parecem um erro de design. Mas
vivem bem adaptados aos fundos de areia, onde nadam em
paralelo. A carne excelente faz com que alcancem alta
cotação. São conhecidos, conforme a espécie, por lixa,
rodovalho, solha e tapa. Com ele se prepara o Belle Meunière.
Namorado
Embora cheguem a um metro, os
namorados costumam medir cerca de 50 cm. De corpo robusto e
alongado, vivem em águas profundas com fundo de areia,
alimentando-se preferencialmente de invertebrados.
Distinguem-se dos batatas pelas pintas brancas no dorso e
coloração puxando para o marrom.
Olho-de-boi
Apreciados pelos orientais, que os
conhecem como buri, servem para o preparo de sushis e
sashimis. Grandes, com até 1,2 m e 25 kg, alimentam-se de
sardinhas, lulas e camarões. Quando novos, formam cardumes. Na
idade adulta, andam solitários ou em grupos de no máximo
dez.
Pargo
Os mais apreciados pesam entre 1
kg e 2 kg. Para os japoneses são uma iguaria, no sashimi.
"Podre, porém pargo", diz um ditado oriental. Vivem em grandes
cardumes, afastados da costa.
Pescada
Amarela, verdadeira, cambucu,
banana, pescadinha, maria-mole, foguete e goete ou boca-torta
são as mais comuns, entre as pescadas. De carne excelente,
dão um filé muito apreciado. Vivem em águas relativamente
rasas, alimentando-se de pequenos peixes. Sua importância
econômica é enorme, para os pescadores artesanais de Paraty
a Bertioga. A corvina, "pescada de pobre", também
dá bom filé.
Robalo
Embora possam pesar até 30 kg,
os mais saborosos ficam em torno de 5 kg. Apresentam a
mandíbula inferior projetada para a frente. Há seis
espécies muito parecidas, no Brasil. Velozes, os robalos
freqüentam águas próximas a baías, como a de Paraty,
enseadas e mangues. Costumam subir os rios para desovar.
Servem para assar e grelhar.
Sardinha
O conceito de peixe de
primeira, arbitrário, não tem nada a ver com qualidade.
Custam mais os difíceis de pescar, com menos espinhos,
tamanho grande e raros. A pequena e abundante sardinha,
portanto, é barata apesar de deliciosa. E voltou a nadar em
cardumes numerosos pelo litoral norte. Nada que se compare à
fartura de trinta anos atrás, quando era praticamente
gratuita no cais do porto de qualquer cidade. A sardinha
verdadeira, ou Sardinella aurita, vive no Atlântico e
Mediterrâneo. Existem outras espécies, como a savelha,
cascuda e da laje. Pertence a esta ordem a pequena manjuba, de
corpo quase transparente, e uma lista prateada de ponta a
ponta. Frita, é servida como tira-gosto nos quiosques à
beira mar.
Tainha
Os mugilídeos são a família
das tainhas e paratis. As tainhas brasileiras ocorrem em toda
a costa, migrando conforme a época do ano. Passam peia
região entre os meses de maio e agosto. Nadam na superfície
e não são fisgadas em anzol. Entram na água doce para fazer
a postura. As maiores chegam a pesar 10 kg, mas os exemplares
típicos variam entre 1 kg e 4 kg. Os paratis, bem menores,
têm linhas mais esbeltas.
Xaréu
Preferem costões rochosos das
ilhas oceânicas, e atingem até 25 kg. Nas migrações,
aproximam-se do litoral, nadando contra a correnteza em
pequenas profundidades. Há também o xaréu preto, o xarelete
e a guarajuba. O xarelete azul costuma acompanhar peixes
maiores, e até mergulhadores.
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